30 de ago. de 2011

Projeto Qualidade de Vida

PROJETO QUALIDADE DE VIDA

corpo|alma|mente|criatividade|

comunicação|comportamento

3 módulos:

è CUIDADOS PESSOAIS

* Meditação – do latim, refletir, voltar a atenção para dentro de si

* Reconhecimento e metas – quem sou e o que quero

* Neuróbica – exercícios mentais para a estimulação do cérebro

* Cuidados com o corpo – alimentação, exercícios físicos, massagem

è CRIATIVIDADE E COMUNICAÇÃO

* Motivação e expressão – o que me movimenta e qual o meu estilo

* Exercícios de criatividade – despertando o potencial criativo

* Comunicação – acertos, falhas e ruídos

è PADRÕES DE COMPORTAMENTO

* Padrões – entendendo hábito, impulso, necessidade

* Administração do tempo – fazendo escolhas

* Movimento Slow – contrapondo a pressa

* Ferramentas de mudança – como modificar padrões

Atividades paralelas:

Grupo de Meditação|Oficina de Criatividade|Oficina de Memória|História da Arte

TURMA 1 – Quintas-feiras de 19h às 21h

Setembro: 8, 15, 22, 29|Outubro: 6, 13, 20, 27|Novembro: 3, 10, 17, 24

TURMA 2 – Sábados de 9h às 17h

24 setembro | 22 outubro | 26 novembro

CAROLINE TAVARES

Psicóloga – crp 14314/05 * Arteterapeuta – aarj 172 * Terapeuta Floral – de Bach

www.umfocosubjetivo.blogspot.com

www.campodeflor.blogspot.com

CONFIRME SUA PRESENÇA:

21 8624-0342

carolltavares@yahoo.com.br


Local: Rua Nilo Peçanha, 99/601 Ingá|Niterói

6 de ago. de 2011

Citando William Morris

Pintor e escritor inglês, um dos fundadores do movimento Arts and Crafts no século XIX.

"A arte é a alegria no trabalho."

10 de mai. de 2011

Entrando em cena 3

Há pouco mais de dois meses recebi a mãe de um adolescente buscando acompanhamento para o filho. Pouco tempo antes ele tinha feito terapia com outra profissional, mas foi um período curto pois quis parar e a família concordou porque não tinha recebido feed-back, além de julgarem o preço alto. Logo depois, o rapaz pediu para procurar outro profissional, pois estava muito angustiado, foi então que eles chegaram a mim.

Rapaz tímido, com alma de artista, a música é seu elo positivo com a realidade. No mais, a interação é difícil. Trabalhamos juntos quase dois meses, eu via a possibilidade do processo acontecer; ele entrava em cena, fazia bem a trilha sonora. Até o dia em que seu pai ligou avisando que ele não iria mais às sessões, estava "irredutível". Ao mesmo tempo, pediu-me indicação de outro psicólogo, para dar continuidade ao trabalho.

O rapaz percebeu que o processo terapêutico desvenda algumas dificuldades e angústias, alimenta outras e pode gerar outras. Mas, ainda não percebeu que buscar vários primeiros atos não contribui para que a encenação gere os benefícios próprios do processo. É preciso tempo.

Entrando em cena 2

Há pessoas que já chegam ao consultório com o "roteiro" pronto; o processo flui, não dá pra dizer que flui facilmente, pois nem todo processo é fácil, mas é o momento e flui. Outros chegam precisando de uma "mãozinha", uma co-direção; um feed-back certeiro aciona o fluxo. Há também os que têm dificuldades maiores, que precisam de muito tempo de preparação para que consigam entrar em cena e, talvez, caminhem devagar. Mas há os que nada faz acionar o fluxo, o processo não começa, parece estar em pausa, falta um clique que não acontece ou não conecta. Algumas vezes é melhor tentar mais tarde.

28 de abr. de 2011

Entrando em cena

[Caroline Tavares]

Receber alguém no consultório pode ser uma tarefa muito diferente a cada vez.

Há quem já tenha feito psicoterapia, há os que imaginam como se dá o processo, e, entre outras expectativas, há os que procuram A solução rápida e objetiva do seu incômodo.

No início, no processo de formação de vínculo, algumas coisas vão ficando claras para as duas partes, inclusive que, muito provavelmente, as respostas não serão mágicas, dependerão sim de algum trabalho, tempo, persistência e mais.

Testemunhar o momento desta descoberta é ímpar - quando aquela pessoa percebe a sua vida, o seu problema e a si própria como um sistema muito mais complexo do que ela julgava até ali; quando ela percebe que está totalmente implicada em tudo aquilo e que a resposta procurada virá dela mesma; quando ela percebe que o coadjuvante é o terapeuta e que ela é roteirista, diretora, atriz, figurante, iluminadora, cinegrafista, etc, etc.

Optar por ser espectador do seu próprio processo pode significar apertar o pause ou voltar as cenas em retrocesso e depois repetí-las, imaginando ter o controle nas mãos.

24 de abr. de 2011

Ciclos

Receber, acolher, ouvir, olhar, sentir, espelhar, devolver, acompanhar

22 de jan. de 2011

A importância da atenção às subjetividades

[Caroline Tavares]

Na minha prática profissional busco identificar e estimular potenciais, tanto em crianças quanto em adultos com quem trabalho, seja em grupo ou individualmente.

Estou acompanhando dois meninos da mesma idade e as diferenças entre eles chamaram minha atenção. Então fiquei (re)pensando: em que medida os potenciais individuais são valorizados e, consequentemente, respeitadas e estimuladas as subjetividades? Será que a exigência de chegar a “resultados esperados” faz com que cuidemos da homogeneização dos indivíduos – ainda crianças – em favor da aceleração dos processos? Que tantos outros motivos temos para desconsiderar as individualidades? Será que já percebemos as consequências disso? Perguntas que se aplicam a qualquer pessoa, já que, de alguma forma, todos estamos implicados no desenvolvimento da sociedade.

Se fecharmos o foco em escolas e famílias – instituições ligadas direta e precocemente aos indivíduos – podemos refletir sobre a forma como as crianças são avaliadas e julgadas por serem mais ou menos capazes de atingir metas previamente determinadas.

Neste ponto considero importante mencionar o avanço do conceito de inteligência, implementado através de diversos estudos no decorrer do século XX, e gostaria de destacar a teoria das Inteligências Múltiplas, por extrapolar o binômio linguístico-matermático e valorizar outros tipos de inteligência. Para H. Gardner, as inteligências “são potenciais que poderão ser ou não ativados, dependendo dos valores de uma cultura específica, das oportunidades disponíveis nessa cultura e das decisões pessoais tomadas por indivíduos e/ou suas famílias, seus professores e outros.” As sete inteligências originais propostas pelo autor são: linguística, lógico-matemática, musical, físico-cinestésica, espacial, interpessoal e intrapessoal; além de outras três que foram sugeridas posteriormente: naturalista, espiritual e existencial.

Volto à reflexão inicial com a intenção de sublinhar a importância da atenção às subjetividades. Tanto do ponto de vista do indivíduo, que se beneficia com a valorização e estímulo de suas potencialidades; quanto do ponto de vista da sociedade, que lucra com a riqueza das diferenças, das muitas possibilidades, das quase infinitas maneiras de estar e agir no mundo.

2 de jan. de 2011

Consultórios

No Ingá, Niterói e no Castelo, Rio de Janeiro.

18 de set. de 2010

Grupo Terapêutico

Estou formando um grupo terapêutico voltado para pessoas que tenham como objetivos o autoconhecimento e o equilíbrio emocional, visando o crescimento pessoal e a qualidade de vida.

Vamos trabalhar para valorizar a identidade, sensibilizar para a importância do autoconhecimento, favorecer a autoestima, buscar soluções para conflitos, despertar potenciais.

Quintas-feiras às 19h
Início em setembro

Local: Niterói - RJ
Contato: carolltavares@yahoo.com.br

3 de ago. de 2010

Re-significando ideias e símbolos

[Caroline Tavares]


“Nada deve parecer natural, nada deve parecer
impossível de mudar.” (Bertold Brecht)

Era um senhor de setenta anos, até há muito pouco tempo, independente. Com o acidente vascular foi obrigado a uma cadeira de rodas. Tinha que viver com grandes limitações motoras, mas sua capacidade intelectual estava intacta. Ele não se conformava com o paradoxo. Sentia-se muito mal pela perda da autonomia, pela sua incapacidade, por precisar dos outros, por supor incomodar, por enxergar – aqui e ali – alguma falta de respeito, por ser tratado como criança ou como ausente, pela falta de atividades sociais. Não se via mais ali, naquela vida.

Muitos trabalhos estavam sendo encaminhados: fisioterapia, fonoaudiologia, médicos e medicamentos, acompanhantes e cuidadores. Muita cobrança por melhora, para que ele se levantasse logo daquela cadeira e fizesse a vida – de todos – voltar ao que era.

Na primeira sessão levei alguns materiais para ver qual seria mais agradável para ele e qual se adaptaria melhor aos problemas de coordenação motora. Foi cooperativo e participante, fez traços coloridos com os lápis de cor e disse que era uma cerca.

Trabalhamos durante quatro meses, em doze sessões com os seguintes objetivos: criação de um canal de livre expressão, busca de autonomia e novas atividades, aumento da auto-estima e fortalecimento da identidade.

Certamente, muito ainda poderia ser trabalhado, visto a complexidade do caso. Porém, nesse curto espaço de tempo foi possível romper a passividade, fortalecer a identidade e “desenhar” uma vida mais agradável, com medidas de rotina mais acertadas e com confiança para falar sobre seus sentimentos, desejos, conflitos e escolhas certo de ser merecedor do respeito de todos.

Essa mudança teve início nas primeiras sessões, com a re-significação de um símbolo. Fez o primeiro desenho sem nenhuma intenção, pegou os lápis, um de cada vez, e riscou precariamente; depois olhou e reconheceu uma cerca. A cerca era colorida, mas, para ele retratava a prisão em que se encontrava. Sem autonomia, sem movimento, sem voz, sem escolha, sem esperança, sem motivação.

Na segunda sessão, voltamos ao desenho e falei sobre a cerca poder ser um refúgio, um lugar interno de força e proteção. E os olhos dele acenderam, ficou encantado e emocionado com essa possibilidade. Seu segundo desenho foi uma casa em perspectiva, feita com dificuldade devido aos problemas de coordenação motora, mas com empenho, firmeza, intenção e empoderamento. Enquanto desenhava falava como se sentia e como era tratado pelos familiares e cuidadores. O vínculo terapêutico se estabeleceu.

A partir daí, trabalhamos, principalmente, com seu nome e com imagens escolhidas por ele. Figuras diversas eram coladas em folhas de papel enquanto ele contava episódios de sua vida; seu nome foi escrito com recortes de revistas, adesivos e assinaturas trêmulas foram repetidas para devolver àquele senhor o seu poder e a sua identidade.

“E é para dentro dessa cidadela de silêncio que o homem ‘espiritual’ se recolhe, a fim de defender-se contra todos os ataques do exterior, dos sentidos e da ansiedade, pois nela reside o seu poder, e é dela que ele extrai a sua força.” (Dicionário de Símbolos – Chevalier e Gheerbrant)

Este exemplo ilustra a maneira como ideias pré-estabelecidas podem engessar a criatividade e o surgimento de novas visões. E também como a Arteterapia pode contribuir para a transformação e re-significação da vida.